Se você não vive por seus ancestrais, você vive pelos ancestrais de quem?

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🔸Os atendimentos com os pretos velhos nas quartas-feiras permanecerão. Sempre às quartas-feiras, das 19:30h às 21:00h. 
Todos os atendimentos são gratuitos, aberto a todo público e ocorrem por ordem de chegada. Caso não ocorra, será avisado pelo site.

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Você vive sua verdade ou a verdade dos outros?
Analise as crenças que lhe foram ensinadas em sua caminhada espiritual

A encruzilhada da verdade
Se você não vive por seus ancestrais, você vive pelas mentiras de outros.
Não há vácuo epistêmico.
Ou você se ancora na sua verdade, ou a mentira colonial te ocupa.

A mentira-padrão: a colonialidade do saber
A mentira de outros, nesse caso, é a colonialidade do saber.
É a lógica colonial que diz que a europa é a "culminação da civilização" e que os saberes ancestrais são "o passado", "o inferior".

O resultado: a fratura e a vida num mundo maluco (Krenak)
O resultado de viver a mentira é a fratura.
É viver num "mundo maluco", sem vínculos profundos com sua memória ancestral.
É a máscara branca que nos faz odiar o que somos.

A verdade ancestral: a ciência encantada
Qual é a orientação ancestral?
É a ciência encantada.
E o saber que vem do corpo, da folha, do tambor, da festa. é a ciência encantada que o ocidente chama de feitiçaria.

O saber no corpo e a oralitura (Leda Martins)
A verdade ancestral não está só no livro; ela está no corpo.
É a "oralitura": o conhecimento que se perfaz na performance, na dança, na reza.
A memória que o corpo não esqueceu.

O antídoto: a ação e a desobediência epistêmica
Como se libertar?
Com desobediência epistêmica.
É o ato de recusar a universalidade da mentira colonial.
É a decisão política de validar seu próprio saber.

O tempo ancestral: tempo espiralar
A mentira colonial diz que o tempo é uma linha (passado < presente < futuro).
A verdade ancestral é o "tempo espiralar": o passado está aqui, agora, vivo, informando o presente.

A mentira da humanidade: a farsa da integração
A maior mentira colonial é a de uma humanidade única, na qual só somos aceitos se abrirmos mão de nossas crenças e terras.
A descolonização é o direito de não ser integrado.

O projeto colonial: a colonialidade do poder 
a colonialidade do saber (a mentira) só existe para servir a colonialidade do poder (o sistema).
O epistemicídio (o assassinato do saber) serve para justificar a necropolítica (a gestão da morte dos saberes).

O epistemicídio: o assassinato do saber
Você não esqueceu seus ancestrais.
Houve um projeto para que você os esquecesse.
O epistemicídio foi o assassinato sistemático dos nossos saberes, a queima das nossas bibliotecas vivas.

A bolsa de mandinga: o antídoto físico
As bolsas de mandinga eram a desobediência epistêmica em ação.
Eram o conhecimento secreto e a cosmologia africana (bantu) usados como armadura contra a mentira colonial.

Escolha sua verdade
Você não precisa das mentiras deles.
A verdade (oralitura, ciência encantada, memória) dos seus ancestrais está viva. Pratique a desobediência.
Recuse a mente colonizada.

Colonialidade do Saber

Se você não vive por seus ancestrais, você vive pelas mentiras deles.
​Este é o manifesto da encruzilhada.
Não há neutralidade.
Não existe vácuo epistêmico.

​O TEMA de hoje é uma navalha: se você não está conscientemente vivendo pelas orientações e crenças dos seus antepassados, você está, por padrão, vivendo pelas mentiras e crenças ditas por "outras pessoas".

​E quem são essas "outras pessoas"? É o colonizador.
​A maior vitória do projeto colonial não foi a escravização do corpo; foi a ocupação da mente.
Foi a imposição da "colonialidade do saber".
O sociólogo Aníbal Quijano definiu isso: é a lógica que impôs a "razão" europeia como a única "verdade" universal, e classificou todo o resto — nossos saberes, nossas cosmologias — como "inferior", "passado", "bárbaro".

​O resultado é a fratura.
É a "mente colonizada" de Fanon.
É o que Ailton Krenak chama de viver em um "mundo maluco", sem "vínculos profundos com sua memória ancestral".

​A "verdade" dos nossos ancestrais é a "oralitura" (Leda Maria Martins): o conhecimento que se perfaz no corpo, na performance, o saber que se dança.
É a "ciência encantada" (Simas & Rufino).

​O antídoto para a mentira colonial é a "desobediência epistêmica".

O filósofo Walter Mignolo nos convida a este ato de rebeldia: recusar a "universalidade" da mentira e validar nossas próprias epistemologias.

​O caminho é a "pedagogia decolonial" (Catherine Walsh): o processo de "in-surgir, re-existir e re-viver".
É desaprender o epistemicídio (Sueli Carneiro) para reaprender a escutar o "tempo espiralar" (Leda Martins).

​Recuse a mentira.
Pratique a desobediência.
Viva por seus ancestrais.

Você já sentiu o peso da "colonialidade do saber"?
Se não, Porque?

Texto por: @bakuloterapia
 

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Pai Tomé e Cabocla Indaiá

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